Aqui neste espaço posso falar do que está passando pela mente. É claro, o dia de hoje! Dia em que nasceu nosso Pablito. Um dia de muita felicidade na nossa história familiar. Quando chegamos para visitá-los (meus netos, Pablo e Iggy, e os nossos filhos, Natalia e Pedro) pudemos nos deparar com um clima de muita ternura e acolhimento. Pedro e Nati, os dois de resguardo, após uma madrugada intensa de trabalho de parto. De fato, este era o clima, uma parto em família. Nós, as avós, um tanto quanto barulhentas devo admitir, estávamos radiantes, felizes, orgulhosas de nossos filhos. Estávamos ali diante de um casal que resolveu experimentar um outro modo de se parir na contemporaneidade, enfrentando o que se tornou comum e nem vem sendo problematizado pela maioria dos casais: parto em hospital, feito por especialidades médicas e invasivo, cesáreana. O parto vivido por eles teve sim algo de clássico, realizado em casa com auxílio de parteiras acolhedoras e responsáveis e, ao mesmo tempo, vanguardista, pela participação efetiva do pai (que não ficou "do lado de fora") mas, conforme pudemos escutar, esteve presente desde as primeiras contrações - sinais, indícios de que Pablo estava pronto para vir ao mundo - até o nascimento de seu filho e o acolhimento da família. Estivémos lá, eu, Dulce, Roque, David, para juntos com os pais, comemorarmos este feito!
Filh@s grávid@s, família grávida, amig@s grávid@s. Um registro-memória de nossas experiências com Pedro e Natalia, pais d@ jujubinha. Participe!
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Parto em família: Nascimento do Pablo
Aqui neste espaço posso falar do que está passando pela mente. É claro, o dia de hoje! Dia em que nasceu nosso Pablito. Um dia de muita felicidade na nossa história familiar. Quando chegamos para visitá-los (meus netos, Pablo e Iggy, e os nossos filhos, Natalia e Pedro) pudemos nos deparar com um clima de muita ternura e acolhimento. Pedro e Nati, os dois de resguardo, após uma madrugada intensa de trabalho de parto. De fato, este era o clima, uma parto em família. Nós, as avós, um tanto quanto barulhentas devo admitir, estávamos radiantes, felizes, orgulhosas de nossos filhos. Estávamos ali diante de um casal que resolveu experimentar um outro modo de se parir na contemporaneidade, enfrentando o que se tornou comum e nem vem sendo problematizado pela maioria dos casais: parto em hospital, feito por especialidades médicas e invasivo, cesáreana. O parto vivido por eles teve sim algo de clássico, realizado em casa com auxílio de parteiras acolhedoras e responsáveis e, ao mesmo tempo, vanguardista, pela participação efetiva do pai (que não ficou "do lado de fora") mas, conforme pudemos escutar, esteve presente desde as primeiras contrações - sinais, indícios de que Pablo estava pronto para vir ao mundo - até o nascimento de seu filho e o acolhimento da família. Estivémos lá, eu, Dulce, Roque, David, para juntos com os pais, comemorarmos este feito!
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
E Nati aprendeu a ficar em pé! Mais um protocolo cumprido à risca!!
Uma dos aprendizados da avó Beth com a Biza Lucila foi esse penteado da nossa bebê. A Biza gostava de fazer "chuquinha" no cabelo da Nati. E, também, vivia estimulando-a para a obtenção de um desenvolvimento psicomotor, conforme mandava o figurino. Neste dia Nati ficou em pé, sózinha. A Biza, logo ali atrás, de prontidão, estava preparada para ampará-la, caso um tombo viesse acontecer. Que nada!! Natalia ficou ali, em pé, esperando a correria da casa para que a máquina fotográfica chegasse e mais uma foto registrasse um novo evento. Mais uma vez nossa bebê preparou-se e click!! A avó Beth, feliz da vida, registrava o desenvovimento de sua filhote, capturando este momento. Primeiros Cuidados ao bebê: muitas mães não estão preparadas
O que seria da avó Beth, sem a biza Lucila? Ou melhor, o que seria da nossa bebê sem a biza? ai ai.... Bem, vamos aos eventos essenciais da maternagem que a biza ensinou a avó. Mas, antes um protesto. As escolas, universidades, institutos de formação, deveriam preparar as mulheres para serem mães. Tudo bem, o pediatra-psicanalista D.W.Winnicott tem razão ao dizer que "as mães sabem o que seus filhos necessitam". Mas, o problema é o que fazer a partir da demanda identificada. Sem dicas do dia-a-dia sobre os cuidados ao bebê, as mães enlouquecem. Foi o que quase aconteceu com a avó Beth que, por sorte, tinha a biza Lucila por perto e com ela tudo aprendeu. TUDO MESMO. Desde os cuidados higiênicos como os banhos diários (quantidade e temperatura da água, onde e como limpar...), as troca de fraldas que acontecem a todo instante (que na época era de pano e existia o perigo de espetar o bebê com o alfinete!!), limpeza dos objetos, tecidos (roupas, lençóis etc.) à alimentação (dar os peitos ao bebê não é tão simples, que basta desabotoar o soutien e pronto, como pensam os homens. Nada disso!! É um tal de passar soro fisiológico, água boricada, ou similares, para limpar o seio antes de ser abocanhado pela bebê faminta e gulosa; pele do seio que sempre está lambuzada de pasta d'água, pomada de propólis, vaselina, um desses, para não raxar a pele da pobre mãe. E aí começam as papinhas. Como fazê-las? E quanto podemos dar? Enfim, uma loucura mesmo, cuidar de um bebê sózinhos, pais inexperientes, sem os avós, as bizas, por perto!!Amor à primeira vista
O bebê ao nascer encanta os adultos-cuidadores que o cercam. E estes fazem o mesmo. Um certo jeito de olhar, tocar, atentar para aquilo que se dá no encontro. Ambos são afetados pelo encontro. Vejam ao lado. Avô Narciso (quanta saudades) e nossa bebê Nati se amaram à primeira vista. Sempre que os pais demandavam ajuda de cuidados de suas filhas (Nati e Ciça) os avós corriam ao encontro delas. Assim, diariamente, a vida de nossa bebê foi preenchida pelo afeto dos avós. Mas era com o avô que ela corria e pedia colo, atenção, todo tipo de cuidado. Um acontecimento marcou esta dupla. Num certo Natal, Nati devia ter uns 4 anos, o avô vestiu-se de Papai Noel. Cuidamos de tudo: roupa vermelha, barba, saco com os presentes, mas.... Opsss... cuidamos de quase tudo para que o avô pudesse passar desapercebido. Entretanto, Nati muito observadora, deve ter sentido o cheiro do Narcisão. A partir daí não sossegou! De tanto procurar, encontrou a bota preta da Samello do avô nos pés do papai-noel. E saiu a gritar: "Não existe papai noel, este aí meu avô!! Vovô, vovô, é você, não é?". Narcisão, rindo, entregou os pontos. Se livrou da persona e pegou nossa menina levando ao colo com muitos beijos. Esta sempre foi Natalia. Nunca gostou de ser ludibriada...quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Pablito querido – parte 3
Oi meu querido!Como estás? Já estás com seis ou sete meses, é isso? Eu vou acompanhando essa parte do teu crescimento, mas confesso que, como no nascimento do teu primo, a gravidez é essencialmente uma experiência para a mãe e o bebê. O pai não sente nada do que a mãe sente, os nossos hormônios continuam na normalidade da rotina masculina deles, continuamos com a mesma incapacidade de entender a mulher – ainda mais agora que nem ela entende algumas reações exacerbadas pelos hormônios enlouquecidos pelo bebe (imagina, se antes não era fácil, durante a gravidez é Indiana Jones style) – continuamos com a mesma vontade de não trabalhar, de ir ver os amigos, de jogar bola ou ver futebol na TV (eu dispenso essa parte), enquanto a mãe vive essa experiência de ter um feto e depois um bebê dentro dela. Não sei como é para os outros pais, mas para mim a vida começou quando o teu primo apareceu aqui fora, para grande desespero da tua tia.
Mas vamos às informações privilegiadas sobre os teus avós! Isso mesmo. Teus avós!
Ahh, esses avós que farão tudo para destruir metodicamente todo e qualquer conceito de educação pré-pseudo-planejada que os teus pais terão preparado (ou não). Acho que é uma vingança por tudo o que nós lhes fizemos passar quando éramos pequenos. Mas é isso. Eles vão te cobrir de presentes, fazer todas as tuas vontades, vão te amar à exaustão, como se tentassem viver uma segunda paternidade, compensando o que têm a certeza que não puderam fazer para os teus pais. Olha só, estes avós vão ser os teus aliados, ok? Não briga com eles de jeito nenhum, porque no dia que decidires verificar a teoria de resistência dos materiais com o carro da mãe ou o computador do pai, eles serão a Suíça! Isso mesmo. Vão te abrigar, mimar muito e ainda por cima dar dinheiro e chocolate. Eles são assim mesmo. Mais amor incondicional. A única diferença é que vais dividir essa atenção com os teus outros primos doidos. Mas desses falaremos mais tarde. Entre os avós, vais ter experiências diferentes. Para uns vais ser o primeiro neto e para outros vais ser o primeiro neto do ultimo filho. Ou seja, serás primeiro sempre! Imagina a responsabilidade. Essa fonte é inesgotável. Como terás a sorte de nascer numa família multicultural, os teus avós serão os melhores representantes das tuas raízes riquíssimas e coloridas. E a sabedoria, sim, muita. Por mais que os teus pais e tios por vezes possam discordar, nada do que eles digam vai equiparar a experiência que eles têm. Lembra-te que eles são responsáveis pelo que somos também, não é? Ás vezes eu pensa que eles devem pensar que conseguiram “demais” fazer de nós o que queriam! :D Há que ser coerente ;)
Beijo grande, meu amor
Mas vamos às informações privilegiadas sobre os teus avós! Isso mesmo. Teus avós!
Ahh, esses avós que farão tudo para destruir metodicamente todo e qualquer conceito de educação pré-pseudo-planejada que os teus pais terão preparado (ou não). Acho que é uma vingança por tudo o que nós lhes fizemos passar quando éramos pequenos. Mas é isso. Eles vão te cobrir de presentes, fazer todas as tuas vontades, vão te amar à exaustão, como se tentassem viver uma segunda paternidade, compensando o que têm a certeza que não puderam fazer para os teus pais. Olha só, estes avós vão ser os teus aliados, ok? Não briga com eles de jeito nenhum, porque no dia que decidires verificar a teoria de resistência dos materiais com o carro da mãe ou o computador do pai, eles serão a Suíça! Isso mesmo. Vão te abrigar, mimar muito e ainda por cima dar dinheiro e chocolate. Eles são assim mesmo. Mais amor incondicional. A única diferença é que vais dividir essa atenção com os teus outros primos doidos. Mas desses falaremos mais tarde. Entre os avós, vais ter experiências diferentes. Para uns vais ser o primeiro neto e para outros vais ser o primeiro neto do ultimo filho. Ou seja, serás primeiro sempre! Imagina a responsabilidade. Essa fonte é inesgotável. Como terás a sorte de nascer numa família multicultural, os teus avós serão os melhores representantes das tuas raízes riquíssimas e coloridas. E a sabedoria, sim, muita. Por mais que os teus pais e tios por vezes possam discordar, nada do que eles digam vai equiparar a experiência que eles têm. Lembra-te que eles são responsáveis pelo que somos também, não é? Ás vezes eu pensa que eles devem pensar que conseguiram “demais” fazer de nós o que queriam! :D Há que ser coerente ;)
Beijo grande, meu amor
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